quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Santificação


Através de toda a Bíblia, a santificação tem sido um elemento essencial na relação entre Deus e seu povo. Esta qualidade de ser separado do pecado é uma característica fundamental da santidade de Deus, que tem que ser desenvolvida como parte do caráter de seus filhos. Depois de observar brevemente a importância da santificação através de toda a Bíblia, consideraremos as implicações de um texto desafiador na segunda carta de Paulo aos cristãos em Corinto.

Deus Quer um Povo Santo

Desde a criação, Deus quis um povo santo. Ele desejou uma comunhão especial com os homens que fossem capazes de andar com ele e falar com ele numa união especial. Mas a própria natureza de Deus estabelece limites para tal associação. Seu caráter santo não pode permitir ser contaminado pelo pecado e pela corrupção. Os homens só podem estar na sua presença se forem puros.

Adão e Eva andavam no mesmo jardim que Deus, e falavam com ele. Mas logo pecaram e perderam esta convivência especial. Foram expulsos do jardim do Éden ­separados de Deus­ o que foi a morte espiritual que Deus havia prometido como conseqüência do pecado (Gênesis 2:17; 3:23-24). Povo sem santidade não podia permanecer na presença do santo Deus.

Depois que gerações de pecadores morreram num mundo corrompido, Deus escolheu os descendentes de Abraão para serem um povo santo. Ele os separou da má influência dos senhores egípcios e preparou uma terra onde poderiam habitar livres da corrupção dos povos idólatras. Ele até mesmo lhes deu uma lei especial, que ressaltava a distinção entre o puro e o impuro. Deus explicou a necessidade da pureza deles quando lhes deu essa lei:

"Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo. . . Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo" (Levítico 11:44-45).

Contudo, o povo que Deus havia selecionado excepcionalmente e resgatado não permaneceu santo. Os israelitas repetidamente exibiram seu pecado aos olhos de Deus. Ele às vezes avisou que poderia entrar no meio da congregação pecaminosa e destruir o povo (Êxodo 33:5; Números 16:44-45). Por quê? Simplesmente porque não pode haver comunhão entre a santidade de Deus e a impureza do homem. O homem tem que ser purificado, ou morrerá (veja Isaías 6:1-7).

Deus ainda quer um povo santo, e providenciou, através de Cristo, o meio de purificar os pecadores para servirem-no. Os cristãos são o povo santo de Deus (1 Pedro 2:5,9). Aqueles que se dizem ser seguidores de Jesus deverão conduzir-se como um povo santificado e purificado da impureza do mundo.
A Santificação é Essencial para ter Comunhão com Deus
(2 Coríntios 6:14 - 7:1)

A igreja em Corinto estava rodeada de imoralidade e falsa religião. Os cristãos eram freqüentemente tentados a voltar às más práticas do mundo. Paulo entendeu esta tentação quando lhes escreveu cartas de encorajamento. Consideremos seu ensinamento em 2 Coríntios 6:14 - 7:1.

Paulo ensinou que o pecado não tem lugar na vida do cristão. Nos versículos 14 e 15 ele disse:

"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?"

Encontramos nestes versículos uma lista de coisas que são totalmente opostas. Paulo não encoraja a nenhum tipo de compromisso. Ele não nos diz que um pouco de mal pode coexistir com a justiça. Em vez disso, mostra que não pode haver nenhuma tolerância do pecado na vida de um cristão. Os cristãos pecam (1 João 1:8,10), mas temos que admitir esses erros e procurar o perdão de Deus para manter a comunhão com ele (1 João 1:9; 2:1).

Certas religiões e filosofias orientais ensinam que o bem tem que ser contrabalançado pelo mal e que cada bem é manchado por alguma quantidade de mal. Tais idéias contradizem frontalmente o ensinamento da Bíblia. Bem e mal são distintos e não podem existir em harmonia. Os discípulos de Cristo não podem comprometer-se com o erro.

Esta santificação é baseada em nossa relação com Deus. Paulo continuou nos versículos 16 a 18 a dizer que a base para esta santificação é nossa relação com Deus. Nestes versículos, ele usa a linguagem das passagens do Velho Testamento para mostrar que Deus ainda deseja um povo santo:

"Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso."

O desejo básico de Deus permanece inalterado. Ele quer ter íntima comunhão com seu povo santo. Mas um Deus puro não pode ter amizade com pecado; portanto, temos que separar-nos do mal e da impureza. Mas, para que não vejamos isto como uma tarefa desagradável de renúncia, teremos que nos lembrar do grande privilégio que é descrito aqui, especialmente no versículo 18. O Deus Todo-poderoso do universo, nosso grande Criador e Redentor, quer ser nosso Pai. Os cristãos têm imenso privilégio de serem chamados filhos e filhas do próprio Deus!

Que faremos para aproveitar desta abençoada amizade com Deus? O primeiro versículo do capítulo 7 oferece a conclusão prática desta passagem:

"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifi-quemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aper-feiçoando a nossa santi-dade no temor de Deus."

Por causa do grande privilégio de sermos chamados filhos e filhas de Deus, temos que nos purificar de toda impureza. Não apenas 50%, 90% ou 99% do pecado, mas de toda imundície.

Por quê? Por causa de nosso respeito a Deus. Ele merece nosso serviço de santificação.

Temos que ser limpos de que tipos de impureza? Paulo menciona duas amplas categorias de pecado que têm que ser expurgadas de nossas vidas:

Impureza da carne. Isto incluiria todas as formas de imoralidade e mundanismo. Pecados sexuais, embriaguez, desonestidade e todas as outras características da carne têm que ser abandonadas. Pessoas que praticam tais coisas não terão permissão para entrar na eterna comunhão com Deus (veja Gálatas 5:19-21; 1 Coríntios 6:9-11; Apocalipse 21:8).

Impureza do espírito. Impureza espiritual e religiosa também têm que ser removidas de nossas vidas. Os cristãos em Corinto estavam rodeados pela idolatria, por isso Paulo usou este exemplo específico. Estamos rodeados de uma variedade de doutrinas humanas e filosofias, práticas de espiritismo, adoração de santos e de imagens, etc. O verdadeiro cristão não pode continuar a participar de tais práticas impuras. Temos que limpar-nos de qualquer mal deste tipo (1 Coríntios 10:14), adorando somente a Deus (Mateus 4:10). Nossa adoração a Deus tem que ser de acordo com sua verdade (João 4:24). Sem nos santificar, não teremos comunhão com o Senhor que morreu por nós.

Aplicações em nossa Sociedade
Vivemos num mundo que tem sido manchado, por milhares de anos, pelo pecado. Estamos rodeados por violência, pornografia, desonestidade e falsa religião. Deus não pretende que nos isolemos deste mundo (João 17:14-21), mas que fujamos dos seus pecados (1 Timóteo 6:11) e brilhemos como luzes num mundo de trevas (Mateus 5:14-16). Nunca foi fácil viver como povo santificado num mundo de corrupção e injustiça, mas é possível. Jesus provou isso durante uma vida de pureza sem pecado. É nossa responsabilidade seguir seus passos:

"Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca" (1 Pedro 2:21-22).

Ainda há Esperança

ESPERANÇA: Ato de esperar o que se deseja. Expectativa, espera.

ESTAMOS SEM ESPERANÇA?
“ Onde está então minha esperança? Quem poderá ver alguma esperança para mim?”
Jó 17. 15 (nvi)
Jó estava perdendo a esperança de qualquer restauração da sua saúde ou da família, e envolveu-se em pensamentos de morte; pôs-se a pensar no descanso que a morte traria à sua mágoa e dor. As recompensas descritas pelos amigos de Jó estavam todas relacionadas a esta vida. Eles silenciaram sobre a possibilidade da vida após a morte. Não podemos avaliar a vida apenas em termos deste mundo presente, porque Deus promete um futuro interminável e maravilhoso aos que lhe são fiéis. (beap)

HÁ ESPERANÇA, NÃO FOMOS ESQUECIDOS
“ Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.”
Salmos 9. 18 (ara)
Os necessitados e aflitos do povo de Deus são objetos do seu cuidado especial (vv. 9, 10, 12). Eles têm de Deus a promessa de que não serão abandonados (v. 10), que Ele se lembrará das suas orações (v. 12), e que as suas esperanças serão um dia realidades (v. 18). (bep)

CREIAMOS, AINDA HÁ ESPERANÇA
“ Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança; olharás em derredor e dormirás tranqüilo.”
Jó 11. 18 (ara)
Jó, renovaria a sua esperança. Ele olharia em redor e não veria perigo. Seria capaz de descansar à noite em paz, em contraste com suas voltas na cama, em suas dores (ver Jó 7. 4). Jó dissera que estava “sem esperança” (Jó 7.6). Mas Deus traria esperança a uma situação destituída de esperança. (ati)

DESCANSEMOS EM DEUS, DELE VEM A NOSSA ESPERANÇA
“ Descanse somente em Deus, ó minha alma; dEle vem a minha esperança.”
Salmos 62. 5 (nvi)
O salmo 62 expõe um princípio que todo crente deve adotar. Em tempos difíceis, de aflição, ou oposição da parte dos inimigos, devemos voltar-nos para Deus como nosso verdadeiro refúgio e libertador. Todo aquele que confia em Deus deverá dizer: (1) Não permitirei que nenhuma aflição, crise, ou sofrimento abale a minha confiança em Deus (vv. 2, 6). Não somente dEle vem o meu livramento (v. 1), mas Ele mesmo é a minha salvação e a minha fortaleza (vv. 6, 7). (2) Nos tempos de preocupação ou ameaças, eu lhe entregarei os meus cuidados e, em fervente oração, lhe falarei tudo o que há no meu coração (ver Fp. 4.6 nota). (3) Esperarei no Senhor para que Ele aja em meu favor, seguro de que Ele responderá com misericórdia e compaixão, tendo em vista os meus apertos (vv. 11, 12). (bep)

SOMOS BEM-AVENTURADOS, NOSSA ESPERANÇA ESTÁ EM DEUS
“ Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus.”
Salmos 146. 5 (arc)
Salmo 146. 3-8 – O salmista afirma que os poderosos deste mundo são salvadores inadequados, pois fazem falsas promessas que não podem cumprir (v.3). Deus é a esperança e ajuda dos necessitados. Jesus afirmou a sua preocupação com os pobres e os aflitos (Lc. 4. 18-21; 7. 21-23). Ele não separou as necessidades físicas das espirituais, pois atende a ambas. Enquanto Deus, não o governo, é a esperança dos necessitados, nós somos seus instrumentos para ajudá-los aqui na terra. (beap)

FOMOS REGENERADOS PARA UMA ESPERANÇA VIVA
“ Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, Ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.”
I Pedro 1. 3 (nvi)
I Pedro 1. 3-6 – Você precisa de encorajamento? As palavras de Pedro oferecem alegria e esperança nos tempos difíceis; o apóstolo baseia sua confiança no que Deus fez por nós em Jesus Cristo. Vivemos com a maravilhosa expectativa da vida eterna (1. 3). Nossa esperança não é somente para o futuro; a vida eterna começa quando confiamos em Cristo e nos unimos à família de Deus. Não importa o tipo de dor ou provação que venhamos a enfrentar nesta vida, sabemos que estas não serão nossa experiência final. Um dia, viveremos com Cristo para sempre. (beap)

AGUARDEMOS A BEM-AVENTURADA ESPERANÇA
“ Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”
Tito 2. 13 (arc)
A “bem-aventurada esperança” pela qual todo cristão deve ansiar é o “aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” e a nossa união com Ele por toda a eternidade (ver Jo. 14. 3 nota). Essa esperança pode ser concretizada a qualquer momento (cf. Mt. 24.42; Lc. 12.36-40; Tg. 5. 7-9). Assim sendo, os cristãos nunca devem abrir mão da sua expectativa mantida em oração de que talvez ainda hoje a trombeta soará e o Senhor voltará.